CAIU NO HOSPITAL MAS PARA SER ASSISTIDA TIVERAM QUE LIGAR O 112



O triste episódio ocorreu no hospital do Barreiro. Uma mulher caiu junto à entrada principal do Hospital do Barreiro e terá ficado imóvel no chão durante quase uma hora. Mas foi preciso um telefonema para o 112 a pedir socorro, que chegou via INEM, porque nas urgências o apoio terá sido recusado. A administração da unidade diz que está a proceder a averiguações sobre o caso que desencadeou a revolta nas redes sociais. É que há várias imagens da vítima deitada na estrada de alcatrão a cerca de 15 metros da entrada do edifício. Outras fotografias confirmam que a mulher foi assistida por uma equipa de emergência dos bombeiros.
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Uma mulher, de 64 anos, caiu de uma rampa de acesso ao edifício principal do Hospital Nossa Senhora do Rosário. Estaria sem qualquer companhia e terá ficado bastante combalida e imóvel. Quem estava por perto tentou ajudar, correndo para as urgências para pedir auxílio.

Mas foi a resposta alegadamente obtida que provocou a revolta entre as pessoas que estavam no local. As imagens partilhadas no Facebook que denunciam o episódio são acompanhadas de um relato, segundo o qual, uma testemunha identificada garante que a ajuda terá sido negada. “A resposta por parte de quem estava de serviço foi que voltassem para junto da vítima e que ligassem ao 112 a pedir uma ambulância. Nem sequer se dignaram ir ver o estado da vítima”, descreveu, assegurando que a mulher terá estado deitada no meio da estrada do complexo hospitalar durante cerca de uma hora até ser assistida. Uma das imagens mostra a vítima tapada com um lençol do hospital.

A administração da unidade de saúde limitou-se a dizer que está a “averiguar o sucedido pelo que, neste momento, é prematuro fazer quaisquer esclarecimentos sobre a situação”. Ainda assim, revelou que o estado de saúde da utente não envolveu a gravidade que se pensou inicialmente. “Foi observada e tratada na Urgência Geral, tendo tido alta três horas depois”, garantiu.
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Os Bombeiros do Barreiro confirmaram a ocorrência. O alerta foi recebido no quartel pelas 22.10 de sexta-feira, após a chamada feita para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) por um popular, como revelou o comandante José Figueiredo, garantindo que dois minutos volvidos a ambulância estava junto da vítima, classificada como “ferido ligeiro”.

Ressalvou que o quartel está a um minuto do hospital, pelo que “não foi por aí que a assistência demorou”, embora tenha admitido não ter sido esta a primeira vez que os bombeiros foram chamados a socorrer alguém no interior do complexo hospitalar barreirense, junto ao parque de estacionamento. “É raro acontecer e até concor-do que pode não ser compreensível, mas em certos dias e horas o hospital está sem ambulâncias no banco de urgência”, refere.

“Tenho a certeza que se lá houvesse uma ambulância, qualquer bombeiro iria socorrer a senhora”, insistiu, admitindo que com recurso a uma maca também a equipa de urgência poderia ir buscar a paciente. “Mas isso já são procedimentos internos que não domino”, acrescentou.