A menina que recusou ser bomba-suicida


(Última atualização em: 29 Novembro, 2017)

Muito se fala daquela coisa que os media, incrivelmente, chamam de estado, sem regras, sem piedade, sem objectivo claro, mas não é somente na Síria e no Iraque que existem eixos maléficos, cujo propósito – tirando a ganância pelo poder – é pouco perceptível.
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África está pejada de movimentos que torturam, violam, chacinam, apenas não chegando ao Ocidente porque não envolvem directamente este, dito, primeiro mundo.
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O Boko Haram na Nigéria é um desses movimentos extremistas, que usam e abusam de crianças inocentes para provocarem tragédias.

Há não muito tempo raptaram algumas centenas de jovens do sexo feminino de uma escola, transformaram duas meninas em bombistas-suicidas, algo que estava igualmente planeado para Zahra’u Babban Gida.
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A menina de 13 anos foi detida pelas autoridades na região de Kano, recusando fazer-se explodir, ainda que existam versões contraditórios nos media internacionais.
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Num dos jornais da região escreve-se que terá sido raptada, ficado inconsciente até ao momento em que a libertaram com o colete preso a si. Já a imprensa internacional assegura que foi o seu pai que a ‘cedeu’ ao grupo terrorista, afirmando Zahra’u que viu pessoas serem enterradas vivas no acampamento do Boko Haram e quando a questionaram se queria ir para o paraíso – face à resposta positiva -, envolveram-na com o colete-bomba, assegurando que era a única forma de para lá ir.

Certo é que a jovem ficou ferida numa perna com uma das outras meninas que se auto-explodiu, tendo um taxista a transportado para o hospital e alertado a polícia quando verificou o colete-bomba no banco do veículo.