A mãe de 5 filhos que venceu o cancro sem quimioterapia!

O cancro é atualmente a segunda principal causa de morte nos Estados Unidos, após as doenças cardíacas. Todos nós temos um amigo querido ou amado que enfrenta uma luta contra o cancro – é uma doença horrível que atinge milhares de pessoas a cada ano. Em 2014, 591.699 homens e mulheres morreram vítimas de cancro.

A boa notícia é, graças a médicos dedicados e pesquisadores brilhantes, podemos estar a chegar a um tratamento. Desde 1991, a taxa de mortalidade por cancro diminuiu cerca 23%. Isso implica mais de 1,7 milhões de vidas salvas entre 1991 e 2012. Isso deve-se, em parte, à educação e consciencialização acerca do cancro – incluindo quais os produtos e contaminantes a serem evitados – e ao desenvolvimento de novos métodos de tratamento mais eficazes.

Como é que o cancro costuma ser tratado?

O cancro é tratado principalmente de três maneiras: quimioterapia, radioterapia e cirurgia. No entanto, existem outras opções, dependendo do paciente. De acordo com a Canadian Cancer Society, oncologistas baseiam os seus planos de tratamento tendo em conta o seguinte:

  • O tipo de cancro (que parte do corpo é o cancro está a afetar?)
  • As características do cancro (por exemplo, de que forma o tumor está a afetar a normal função do órgão?)
  • O estado do cancro (até que ponto o cancro evoluiu?)
  • Desejos do paciente. Isto é, por exemplo, se uma mulher de meia-idade foi diagnosticada com cancro da mama estado 1 com um tumor de 2 centímetros no seio esquerdo, o seu médico pode recomendar tipicamente uma lumpectomia seguida de radioterapia. No entanto, se ela decidiu que não quer se submeter a radioterapia, o seu médico pode oferecer uma mastectomia completa. Isso descreve um procedimento onde é feita a remoção completa da mama e geralmente não requer terapia de radiação se o cancro não se tiver espalhad para fora da área da mama.

Como pode ver, é importante que todos os planos de tratamento trabalhem com as necessidades e os valores do paciente e que o oncologista tenha uma boa compreensão de quais são essas necessidades.

A história de Celine Ryan sobre o seu cancro

Celine Ryan era uma engenheira de 48 anos e mãe de cinco filhos, quando foi diagnosticada com cancro colorretal no estado 3. O seu plano de tratamento foi cirurgia, seguido de 6 meses de quimioterapia e radiação. Ela descreve sua experiência da seguinte maneira:

“A quimioterapia era um desafio para mim física e emocionalmente. A minha vida girava em torno dos tratamentos e medidas de apoio. Tive dores inexplicáveis no meu pescoço e nas costas que irradiavam para ambos os braços após a maioria das infusões e que duravam por dias. Os meus pés e mãos foram atingidos com neuropatia, e os meus olhos tornaram-se dolorosamente sensíveis à luz. Eu tinha náuseas dia após dia, apesar de tomar medicamentos para impedi-lo. Tiver que fazer “malabarismos” com as aulas dos meus filhos, tarefas diárias entre outras, com as minhas viagens à clínica foi um pesadelo logístico “. [5]

Infelizmente, depois de chegar ao final deste difícil processo de tratamento, o cancro voltou – desta vez numa fase 4, já incurável. Os seus médicos prescreveram quimioterapia para manter o canco sob controlo até ao dia da sua morte, mas isso não era o a Celine desejava.

Não querendo desistir, Celine candidatou-se a um teste clínico da terapia TIL liderada pelo Dr. Steve Rosenberg.

Uma Nova Esperança: T-Cell Transfer Therapy (TIL)

Também conhecido como terapia do Tumor Infiltrante Linfócitos (TIL), este método revolucionário tem vindo a mostrar resultados positivos nos pacientes com cancro de pele. O gesto corajoso de Celine ao candidatar-se a este tratamento, mesmo que não tenha sido comprovado, foi o que lhe salvou a vida.

Aqui está a explicação de um laico sobre como o tratamento funciona:

Quando o seu corpo está a lutar contra as células cancerosas, ele cria glóbulos brancos chamados linfócitos – que visam combater as células cancerosas.

A terapia é simples: os médicos tiram uma amostra dos linfócitos que o seu corpo está a produzir para combater o cancro. Então, no laboratório, eles criam um exército maciço desses pequenos combatentes contra o cancro e libertam-nos de volta para o seu corpo. É uma idéia brilhante, e mostra ser uma grande promessa no tratamento de cancros.

A história de Celine mostra-nos por que é importante assumir um papel informado e proativo no seu próprio tratamento em todos os problemas de saúde. Não tenha medo de fazer perguntas, obter uma segunda opinião, ou fazer a sua própria pesquisa. Afinal, o seu cancro não é o seu trabalho, mas é a sua vida.