E se a história acerca do Titanic que todos nós conhecemos estiver errada?


(Última atualização em: 6 Janeiro, 2017)

A história da noite de 14 de abril de 1912 é bem conhecida de todos: na viagem de inauguração, o Titanic foi contra um iceberg, que ceifou a vida de 1500 pessoas. O choque provocou a ruptura de cinco compartimentos, a causa do naufrágio do enorme navio que, dizia a fabricante, “nem o próprio Deus pode afundar” [not even god himself could sink this ship].

Mas… e se afinal não tiver sido bem assim?

Eis que surgiu, uma nova teoria que defende que o Titanic foi ao fundo por causa de um incêndio nas caldeiras. Esta tese, defendida num novo documentário da cadeia britânica, Channel 4 – Titanic the new evidence – baseia-se em fotografias leiloadas recentemente e que mostram sinais de incêndio no casco do navio quando estava nos estaleiros de Belfast, antes da chegada ao porto de saída em Southampton.
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Segundo esta teoria, nos dias que antecederam à inauguração do navio, e ainda em Belfast, se deu um incêndio num depósito de carvão na zona das caldeiras que acabaria por ser apagado pelos bombeiros, sem antes deixar graves danos estruturais no barco.

Durante a navegação, os especialistas acreditam que as caldeiras tiveram de receber mais carvão do que o normal, o que acelerou de forma imprudente o navio. Quando o iceberg tocou no casco já fragilizado, terá sido impossível de conter a entrada da água.

Senan Molony, jornalista e escritor, tem estudado a história do naufrágio durante os últimos 30 anos. Assegura agora neste documentário que os sinais do incêndio que antecedeu à partida são inegáveis – trata-se de uma mancha de 9 metros a estibordo, onde se daria, mais tarde – às 23h40 -, o impacto do iceberg.