Esta menina, com apenas 9 anos, vai “ver o mundo” sem saber que tem poucos meses de vida!

Esta é a história de uma criança a quem foi diagnosticado um tumor cerebral fatal e nesse momento foram-lhe dados poucos meses de vida,e então os seus pais estão a tentar tornar real o desejo da filha de “ver o mundo”.

A menina chama-se Ciara Brill, tem 9 anos, e foi levada para o hospital, em Portsmouth, Nova Hampshire, EUA, por altura do Natal, depois de se queixar de dores de cabeça fortes e perda de visão. As maleitas revelaram-se sintomas de um tumor cerebral maligno “grande e inoperável”, diagnosticaram os médicos.

“Está em estado terminal, foi esse o diagnóstico. Os médicos disseram que a Ciara tinha um tumor no tronco cerebral que se espalhou para o meio do cérebro. É o pior pesadelo de qualquer pai”, disse Harold, o pai da menina, em entrevista à revista norte-americana “People”.

O tipo de tumor diagnosticado a Ciara atinge, geralmente, crianças entre os quatro e os 11 anos e afeta a parte do cérebro que controla o batimento cardíaco, a respiração, a deglutição, a visão e o equilíbrio, podendo também influenciar a mobilidade e a fala. Na maioria dos casos, são dados poucos meses de vida aos doentes.

Harold e a mulher, Stacie, falaram à filha da doença quando o diagnóstico foi feito, mas contiveram e contêm a terminologia usada no que diz respeito ao tempo de vida apontado pelos médicos, “por ser demasiado para ela”, disse a mãe.

Ciara começou, na passada quarta-feira, os tratamentos de radioterapia, que deverá realizar cinco dias por semana durante seis semanas. O plano da família é aproveitar o tempo, dando a conhecer o mundo à filha.
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A família, que fez uma lista de lugares onde Ciara quer ir, já visitou o parque aquático de Great Wolf Lodge, na Pensilvânia, e está agora a planear uma viagem a Nova Iorque, durante o tempo de tratamento. Um cruzeiro na Disney e uma viagem ao Havai estão na lista de sítios a visitar, depois de terminarem as seis semanas de radioterapia.

“Estamos a tentar fazer pequenas coisas para ela ficar feliz e com um sorriso de orelha a orelha na cara”, disse a mãe à imprensa, explicando que, às vezes, isso torna-se difícil porque a filha fica nervosa e assustada com a doença.

As viagens estão a ser financiadas pelas doações recolhidas na página de angariação de fundos, criada por um familiar da criança. Até agora, a página já conseguiu angariar o equivalente a mais de cem mil euros. Os fundos estão a ser usados também para cobrir os custos das despesas médicas.